Seg, 01 de Fevereiro de 2010 15:35
Por Agnaldo Almeida
A mídia maranhista que há alguns anos acumulou uma vasta experiência na operação que tinha por objetivo destruir reputações de adversários, como se deu nos casos de Cássio Cunha Lima e Cícero Lucena, repete agora a dose, só que buscando outro alvo: o prefeito Ricardo Coutinho.
Bastou que o prefeito de João Pessoa contrariasse interesses políticos localizados para que, não mais que de repente, passasse da condição de artista a vilão. Num piscar de olhos, o então considerado “grande prefeito” passou a ser apontado como gestor de uma administração recheada de irregularidades.
Ou seja: enquanto dispunha do seu patrimônio eleitoral para ajudar os maranhistas a derrotar seus tradicionais adversários, Ricardo era um exemplo de administrador moderno, eficiente e democrático. Agora, que decidiu candidatar-se ao governo, não transferindo seu prestígio eleitoral para o projeto do Maranhão IV, ele e sua equipe de governo estão na mira permanente dos acusadores.
O que está rolando nesses últimos dias é a discussão sobre a existência ou não de um recibo autêntico, mostrando que a Prefeitura de João Pessoa pagou almoço para militantes do PPS.
Já que as informações são desencontradas e não se chega a um veredicto, tinha um jeito fácil do pessoal maranhista tentar desmoralizar a Prefeitura de João Pessoa e provar que o almoço do PPS foi mesmo pago com dinheiro público.
Bastava apresentar uma cópia do empenho. Por que os maranhistas não fazem isto?
A resposta é simples e não é minha, é de Nonato Bandeira: não há empenho, não há despesa, não há nada que comprove a denúncia. Aliás, consta que o nome da pessoa que assina o recibo não tem firma reconhecida no Cartório Toscano de Brito.
E consta também que o autor da assinatura já admitiu: "Fui eu quem assinou".
Perguntar não ofende: cadê o empenho? Bandeira desafia qualquer um a exibi-lo.